Já tinha seus seis anos. O menino com os pés no chão e alma
leve. Andava naquele fim de tarde pelo quintal, entre pitangas e galinhas. De
repente, perto da bica d'água surgiu, imóvel, a seriema. Um filhote. Trocaram
olhares. A mãe deixou que ele a criasse. Semanas, nuvens e chuvas se passaram. O menino e a ave
já se conheciam bem. Em uma tarde fria de maio ele quis abrir o
cercadinho e sua amiga se foi, sumiu no cerrado. Toda manhã ela piava de longe
e ele sorria, satisfeito. O menino já aprendera o amor.
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